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[PRV RECOMENDA] LUIZ ZAMITH - Introspeco - 2018

Posted: 16 Sep 2019 04:46 AM PDT
http://www.progrockvintage.com/2019/09/prv-recomenda-luiz-zamith-introspeccao.html


Luiz Zamith nasceu na capital fluminense em 1964 e ainda muito jovem
ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, dando seus primeiros
passos nos estudos dedicados ao Violão. Anos mais tarde, ingressou na
Escola de Música da UFRJ onde graduou-se em Violão Clássico, chegando a
participar por um período de dois anos da Orquestra de Violões do Rio de
Janeiro.

Após diversos trabalhos voltados para MPB, Zamith se rende á suas maiores
influências musicais e lança no ano de 2014 um brilhante projeto intitulado
por 'Ícones do Progressivo'.

Esse projeto tem como objetivo adaptar versões instrumentais de bandas como
ELP, Focus, Genesis, PFM, YES, dentre outras. Além de composições autorais
de alto nível, muito me surpreende o talento e dedicação em cada acorde
executado por esse distinto guitarrista que vem acompanhado por uma banda
de peso.


Acervo Luiz Zamith e bandaO objetivo central da publicação de hoje é o
álbum 'Introspecção', lançado em 2018. Esse projeto já vinha se desenhando
há algum tempo e finalmente temos a felicidade de apreciar seu resultado
final.

O disco é dedicado á memória de Luiz Fernado Zamith, grande influenciador
do guitarrista em questão e foi pianista, violoncelista e arranjador da
Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro.

As primeiras e positivas impressões giram em torno de uma arte gráfica de
extremo bom gosto. A tela principal da capa vem das mãos do talentoso
artista plástico, amigo e também baterista Cláudio Dantas (Quaterna
Réquiem, Vitral). A junção disso tudo ficou sob responsabilidade do querido
Gustavo Paiva da Masque Records que centralizou todo o trabalho gráfico nas
mãos do competente Gustavo Sazes, que também trabalhou no disco de estréia
da banda Vitral. As inserções fotográficas ficaram sob as habilidosas
lentes dos queridos Calos Vaz e Pedro Paulo Ripper.

A produção de áudio ficou a encargo de Daniel Escobar proprietário da HR
Estúdio. Sendo que, seis faixas foram captadas por Escobar nas
apresentações ao vivo no Teatro Solar de Botafogo em datas distintas e as
outras três gravadas no estúdio em questão.

Além de Zamith, a banda conta com a participação de integrantes já citados
no Progrockvintage com certo destaque. São eles:

- Augusto Mattoso (baixo)
- Elcio Cáfaro (bateria)
- Paulo Teles (flautas)
- Ronaldo Rodrigues (teclados)

Acervo de Pedro Paulo RipperO álbum abre com a faixa-título, obra bastante
tenra centralizada em acordes de violão e delicadas melodias de flauta. Sua
abertura define bem o que vem pela frente.

Na segunda faixa contamos com uma peça que, em minha modesta opinião é a
que mais se destaca no decorrer da audição. "Alguém ainda se lembra das
Antas", traduz muito bem a preocupação do também biólogo Luiz Zamith com os
diversos e ricos ecossistemas brasileiros tão judiados pela ação maléfica
do homem na natureza. Aqui encontramos melodias um tanto 'abrasileiradas'
que reúnem fortes solos de guitarra a lindas passagens de flauta,
entrelaçados a poderosos solos de Hammond e sintetizadores.

Em "Outro Dia" e "Cantiga", a banda destila ainda mais sua técnica em
passagens bastante fusionadas ao Jazz, combinando diversos tipos de ritmos
e harmonias um tanto diversificadas. A cozinha baixo e bateria em constante
simetria, dita o compasso da guitarra e aos órgãos unidos a brasilidade da
elegante flauta.

"Tema Nº 1" emendada a "Vice-Versa" também agrega ao fusion, com fortes
solos de guitarra e, mais uma vez, belas passagens de flauta.

"Balada", também uma de minhas favoritas, creio que seja a mais próxima ao
progressivo sinfônico vindo de terras inglesas. Aqui é notória a incrível
referência ao ilustre guitarrista Steve Hackett, músico este muito admirado
por Zamith. Nitidamente, percebemos a essência do Genesis não somente nesta
faixa em particular, como também em alguns fragmentos contidos nesse álbum.

"Trem de Cão" é a única faixa cantada e de extremo bom gosto, de autoria da
talentosa Masé Sant'Anna, parceira musical de longa data de Zamith. Já tive
a oportunidade de vê-los dividindo o palco em uma bela apresentação no Rio
em 2017.

Fechando essa linda obra vem, "Essência" que me remeteu aos tempos áureos
do Focus em contundentes solos de guitarra, entrelaçados a espetaculares
solos de flauta e um Hammond de peso.


Acervo de Carlos VazTrata-se de um disco denso, intenso, tenro que, mesmo
passando por diversas influências de medalhões dos anos 70, possui uma
forte ligação com a música brasileira de qualidade.

É mais um trabalho que comprova ainda mais que o Rock Progressivo
brasileiro muito se destaca nesse gênero tão complexo e muito admirado por
milhões de pessoas. São projetos como esse que permitem que o progressivo
ainda tenha força e possa influenciar jovens bandas que pretendem seguir em
frente, mesmo com todos os obstáculos em termos de captação de recursos
para a realização e divulgação de seus trabalhos.

O disco físico pode ser adquirido através dos seguintes contatos:

- Luiz Zamith: zamithbanda@gmail.com
- Gustavo Paiva (Masque Records): masquerecords@gmail.com

Segue abaixo dois registros capturados pela BeProg no Teatro Solar de
Botafogo no Rio de Janeiro:
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